O DNIT realizou, entre 21 e 24 de setembro de 2026, quatro audiências públicas sobre os estudos ambientais e o projeto de adequação da capacidade da BR-020 em Goiás e na Bahia. As reuniões ocorreram no Distrito JK, em Formosa, e em Alvorada do Norte (GO), além de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras (BA). A autarquia divulgou o balanço em 29 de setembro.
Os encontros integram o licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama. A equipe apresentou o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), respondeu perguntas e recebeu críticas e sugestões presenciais e remotas. O empreendimento em análise alcança o trecho goiano entre a divisa com o Distrito Federal e a Bahia, do km 0 ao km 252,5, e o trecho baiano entre a divisa com Goiás e Barreiras, do km 0 ao km 316,1.
O RIMA sintetiza levantamentos do meio físico, biótico e socioeconômico, incluindo relevo, recursos hídricos, solos, fauna, flora, ocupação do território e atividades das comunidades. Bruno Del Grossi Michelotto, representante da empresa que elaborou o documento, apontou medidas propostas para conservação da fauna e da flora, controle ambiental das obras, educação ambiental e compensação.
O projeto foi organizado em seis lotes, três em cada estado. Em Goiás, a apresentação detalhou um primeiro lote de aproximadamente 74 km entre Formosa e as proximidades de Vila Boa, um segundo de cerca de 89 km entre Santa Rosa e a região de Alvorada do Norte e um terceiro de aproximadamente 77,4 km até a divisa baiana. As soluções e alternativas de traçado variam conforme a configuração de cada segmento, o tráfego projetado e as travessias urbanas; o DNIT não anunciou uma duplicação uniforme para toda a extensão.
Durante as audiências, moradores e representantes locais levantaram dúvidas sobre a duplicação parcial, contornos, desapropriações, acessos, passarelas, viadutos, travessias urbanas e impactos sobre fauna, água e atividades econômicas. O consultor técnico do DNIT Lucas Ferreira de Oliveira informou que as alternativas estão sendo desenvolvidas à luz do Estudo de Viabilidade Técnico, Econômico e Ambiental (EVTEA), com projeções de tráfego futuro.
As manifestações apresentadas devem integrar a análise técnica da viabilidade socioambiental pelo Ibama. Segundo o DNIT, as quatro audiências foram consideradas válidas pelo órgão licenciador. O projeto e as medidas ambientais permanecem em avaliação; a realização das reuniões não equivale a licença emitida nem ao início das obras.
A divisão em lotes e a avaliação de alternativas por segmento permitem ajustar a intervenção às demandas de tráfego e às restrições locais. Para a gestão do projeto, os registros das audiências e as condicionantes ambientais ainda precisarão ser incorporados ao escopo e ao cronograma; o DNIT não informou neste balanço prazo de obra nem custo total.
