O Instituto Água e Terra anunciou, em 7 de outubro, a emissão de licença ambiental para ampliar a Central de Tratamento de Resíduos de Cascavel, no Paraná. Operado pela Paraná Ambiental Gestão Global de Resíduos, o complexo atende mais de 50 municípios.

A capacidade de aterramento de resíduos classe I passará de 17 para 58 toneladas por dia. Para os resíduos classe II, a ampliação e reformulação de duas células permitirá elevar a capacidade de 114 para 698 toneladas diárias.

A autorização também abrange área de triagem, sede administrativa, laboratório, estruturas da estação de tratamento de esgoto, instalações da transportadora e usina de reaproveitamento de biogás.

Entre as condicionantes estão programas de monitoramento das águas subterrâneas e das emissões atmosféricas, além de medidas para prevenir contaminação por resíduos e efluentes. Segundo o IAT, a avaliação incluiu vistoria presencial em 1º de outubro.

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Para a engenharia, o ponto decisivo é transformar a capacidade licenciada em uma operação controlável. O projeto executivo precisará compatibilizar impermeabilização, drenagem, tratamento de líquidos, circulação de veículos e captura de gás. A ampliação também recomenda atenção à instrumentação e à rastreabilidade dos resíduos recebidos. Na leitura da VAELITH, a integração dessas disciplinas deve orientar o acompanhamento das próximas etapas: a escala física da instalação só entrega valor quando os sistemas de proteção ambiental acompanham o aumento da carga operacional.

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