A Universidade Concordia divulgou em 8 de outubro de 2026 um estudo experimental sobre o aproveitamento de lama vermelha, resíduo da produção de alumínio, e sedimentos argilosos dragados em cimento LC3. O artigo integra o volume de 12 de setembro da revista Construction and Building Materials; a novidade desta semana é sua divulgação pela universidade, não a realização de um novo ensaio.

No trabalho de Faber Chaparro e colegas, o tratamento a 800 °C durante uma hora elevou a reatividade dos materiais. As misturas estudadas apresentaram desempenho comparável ao cimento Portland de referência. A universidade informa potencial de redução de emissões entre 25% e 50%, conforme a composição; o resumo do artigo destaca o limite superior de 50%.

A dosagem de lama vermelha é decisiva: ampliar sua participação indiscriminadamente pode prejudicar a resistência. A combinação aproveita materiais que normalmente exigem destinação e substitui parte dos componentes convencionais do ligante.

O resultado não constitui autorização para empregar qualquer resíduo em obras. Nossa leitura técnica: durabilidade, variabilidade das matérias-primas, controle ambiental e conformidade normativa precisam ser avaliados para cada aplicação. Os dados consultados não demonstram desempenho de uma estrutura construída com essa formulação.

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Artigo científico — DOI e resumo

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Resultado de laboratório e potencial ambiental não equivalem a produto homologado. A especificação exige evidências sobre o material efetivamente disponível e sobre as condições de uso.

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