A Universidade Federal de Pernambuco assinou, em 2 de outubro de 2026, a ordem de serviço para instalar a sede do Parque Tecnológico e Científico no Edifício Celso Furtado, antiga sede da Sudene, no Recife. Segundo comunicado da universidade datado de 5 de outubro, os trabalhos devem começar em até 30 dias, com previsão de conclusão em seis meses. [1]
A intervenção alcança os três primeiros pavimentos da Torre Norte. O programa reúne espaços para startups, coworking, reuniões, miniauditório e administração da incubadora. A universidade informa que o investimento também abrange programas, equipamentos e mobiliário. Portanto, o montante divulgado não pode ser tratado como valor exclusivo da obra civil ou como despesa já paga. [1]
A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE confirmou a participação da Multicon Engenharia e informou a captação de aproximadamente R$ 9,6 milhões por edital ligado ao MCTI, à Finep e ao FNDCT. O anúncio descreve a estruturação dos ambientes, sem apresentar um balanço de desembolsos ou medições de serviços executados. [2]
Novo uso para uma estrutura existente
O edifício foi inaugurado em 1974, cedido à UFPE em 2017 e doado à instituição em 2021, conforme o histórico oficial do parque. O conjunto tem paisagismo de Roberto Burle Marx. A mudança de uso insere atividades acadêmicas e empresariais em um complexo originalmente administrativo, com escala muito maior que a área abrangida por esta primeira intervenção. [3]
Há outras frentes previstas para o imóvel. Em anúncio anterior à assinatura, a UFPE citou um laboratório maker no subsolo e dois centros de pesquisa aplicada, ligados à Caatinga e a tecnologias quânticas. Naquela comunicação, os projetos executivos desses espaços estavam em preparação. Essas iniciativas adicionais devem ser acompanhadas separadamente do escopo autorizado para a sede. [4]
Leitura técnica da VAELITH
O interesse arquitetônico está na passagem de um programa administrativo para ambientes de trabalho compartilhado e inovação. Em adaptações desse tipo, uma avaliação de projeto deve conferir a capacidade das instalações, os percursos acessíveis, a segurança de circulação e a flexibilidade das divisões internas. São critérios de análise, não problemas diagnosticados pela reportagem neste edifício.
A ocupação por etapas também recomenda explicitar os limites entre áreas liberadas, canteiros e expansões futuras. O próximo marco verificável será a execução física, seguida da entrega e do uso dos espaços. A assinatura autoriza avançar; por si só, não demonstra conclusão da reforma nem desempenho operacional da futura sede.
Fontes e datas
2. Fade: parceria para estruturação da sede · 2026-10-05
3. UFPE: histórico do Parque.TeC e do edifício · consultado em 12/10/2026
4. UFPE: anúncio anterior à assinatura · 2026-10-01
A adaptação de edifícios existentes exige compatibilizar novos usos, instalações e circulação com a estrutura disponível, etapa a ser verificada durante a execução.
