Uma síntese publicada em 6 de outubro na Nature Ecology & Evolution reúne 423 estudos e 222.829 pontos de dados para investigar como a biodiversidade se relaciona com funções e serviços ecossistêmicos. A equipe, com pesquisadores do King's College London, Imperial College London e parceiros, analisou ambientes terrestres, de água doce, marinhos e estuarinos. Em grande parte das categorias, maior diversidade esteve associada a benefícios ambientais, incluindo polinização e qualidade da água.
O trabalho questiona a ideia de que poucas espécies sejam suficientes para manter os benefícios de um ecossistema. Ao mesmo tempo, identifica diferenças importantes entre funções, habitats e escalas de observação. O carbono oceânico apresentou associação particularmente forte, mas com base de dados pequena. A regulação de certos perigos depende mais de espécies fundamentais. A síntese combina estudos observacionais e experimentais e não fornece uma regra universal de recuperação para qualquer área degradada.
Comunicado institucional complementar
Para projetos de restauração e infraestrutura verde, o estudo reforça a necessidade de escolher indicadores ligados à função pretendida. Contar mudas ou hectares atende apenas parte do acompanhamento. Um plano pode combinar sobrevivência, diversidade, composição e desempenho hidrológico, com responsáveis e prazo de monitoramento. As decisões locais continuam exigindo diagnóstico de campo: uma síntese global orienta perguntas e prioridades, mas não determina sozinha quais espécies ou intervenções funcionarão em cada território.
