A Currie & Brown publicou em 6 de outubro o Construction Certainty Index 2026, baseado em respostas de mais de 1.300 tomadores de decisão de construção e infraestrutura. Segundo a consultoria, a incerteza acrescentou, em média, 12,4% aos custos das carteiras de projetos no último ano. A aplicação desse percentual à previsão de gastos globais produz uma estimativa próxima de US$ 2 trilhões em 2026. Trata-se de uma extrapolação do levantamento, e não de uma conta auditada de prejuízos já realizados.

O estudo associa menor confiança nos prazos e orçamentos à volatilidade da energia, pressões de custos, interrupções de fornecimento e falta de profissionais. Também identifica maior confiança entre organizações com práticas mais maduras de dados, tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento de competências. A associação apresentada não demonstra, isoladamente, que cada investimento nessas áreas provoque uma redução determinada de perdas.

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Para uma empresa brasileira, o resultado pode orientar uma revisão das premissas do orçamento, sem importar automaticamente o percentual internacional. A pergunta útil é quais riscos possuem responsável, indicador antecipado e resposta financiada. Separar contingência de preço, prazo e escopo permite testar cenários e decidir antes que um atraso vire renegociação. Um painel mensal ganha valor quando registra também a decisão tomada, seu prazo e o efeito observado na obra.

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